História da Igreja

Santa Igreja

Eis uma das grandes riquezas da Santa Igreja Católica: sua história, sua tradição, seus 2000 anos de história representados por esta ilustríssima lista de todos os Sumo Pontífices que governaram a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, existem vários documentos que relatam a seqüência dos Papas, como por exemplo a Bíblia, enciclopédias, jornais, revistas, etc...
Na enciclopédia Barsa, volume 12, página 43, pode-se encontrar uma lista com todos os Papas, desde São Pedro a Bento XVI. Existem documentos históricos que comprovam a sucessão; desses podemos destacar a obra "Contra as Heresias" (Adversus Haereses) de Santo Irineu de Lião, escrita por volta de 180 d.C., século II, este escrito dá um testemunho da lista de Papas, desde o primeiro bispo de Roma, São Pedro até o bispo contemporâneo da obra de Santo Irineu, Santo Eleutério, 12º sucessor do bispo de Roma; a obra "Liber Pontificalis", escrito no século VI, apresenta uma lista de São Pedro até Félix II (526-530), esses documentos são respeitados pela história oficial. Confira a lista abaixo alguns dados biográficos dos Papas, de São Pedro a Bento XVI.
Serão mostrados os testemunhos patrísticos que confirmam a sucessão apostólica, existem vários documentos que comprovam que a Igreja de Jesus Cristo não acabou após a morte dos apóstolos, não podemos nos esquecer que em Mateus 28,19-20 Jesus Cristo disse aos apóstolos: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." Notemos para o "ATÉ O FIM DO MUNDO", Para isso tornar-se-ia necessária a ordenação de pessoas para continuar nesta missão. Quando Nosso Senhor disse que estaria "convosco" (os apóstolos) até o fim do mundo, ele quis dizer que estaria com a sua Igreja, que é formada por seus 12 escolhidos inicialmente e posteriormente por seus sucessores da lista que segue.
Mesmo a história confirma a sucessão apostólica ao longo dos vinte séculos de cristinianismo e que o Papa sempre foi a figura central da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Através de pesquisas feitas em escritos dos sacerdotes dos primeiros séculos da era cristã como por exemplo Santo Inácio de Antioquia, Santo Irineu de Lyon, São Cipriano, São Justino, São Clemente de Roma, Santo Agostinho, e inúmeros outros comprovam que a Igreja fundada por Jesus Cristo da forma como é narrada na Bíblia, ja era uma instituição organizada e hierarquizada. Muitos confundem o termo religião com igreja; na verdade igreja é uma instituição, um conjunto de pessoas com determinado fim, no caso da igreja seu fim é doutrinar a humanidade, já a religião é mais abstrata, ela é um conjunto de idéias, ela corresponde à doutrina pregada na igreja.
Assim, Cientistas Políticos, Sociólogos, etc constataram que o catolicismo é constituído de uma doutrina (uma religião) pregada por uma Igreja (a Igreja Católica no caso), já o cristianismo é uma religião, composto pela Igreja de Jesus Cristo, que como foi visto é a Igreja Católica Apostólica Romana, e pelas demais igrejas que incorreram em cisma, heresia ou apostasia, mas se dizem cristãos, como o protestantismo (que é composto de milhares de "igrejas"), a gnose, a Igreja dita Ortodoxa e vários outros. Mas a verdadeira doltrina cristã, se encontra na Verdadeira igreja de Cristo: a igreja Católica Apostólica Romana

História da Igreja

Formação católica: pra quê?
Francisco Dockhorn (Maio de 2009)

O Brasil já foi referido muitas vezes como o maior país católico do mundo. Uma conhecida pesquisa mostrou recentemente que cerca de 74% da população brasileira se declara católica.
Mas quantos destes conhecem realmente a doutrina católica?
Quantos destes procuram viver de acordo com os mandamentos de Deus e os preceitos da Santa Igreja?
E talvez não procurem viver assim porque nem conheçam a doutrina católica...
A situação torna-se mais complicada ainda quando presenciamos instituições que se denominam católicas e mesmo parte do clero defendendo idéias contrárias à doutrina católica.
Com efeito, o saudoso Papa João Paulo II, na sua fabulosa Encíclica Veritatis Splendor (1993), mostrou grande preocupação em relação à idéias contrárias à doutrina católica sendo defendidas em instituições que se denominam católicas (n.116).
A importância de se conhecer a fé e a moral católica, em uma formação consistente, é muitas vezes negligenciada pelos próprios católicos, ignorando que:







A fé NÃO é um sentimento, e sim uma adesão à um conjunto de verdades que são apreendidas intelectualmente (Catecismo da Igreja Católica, 155)
Muitos deixam de ser católicos por terem conhecido pouco os fundamentos da fé católica, e acabam aderindo ao protestantismo, ao espiritismo, ao ateísmo, ao agnosticismo, ao indiferentismo religioso, ao relativismo, ao socialismo ou outras doutrinas incompatíveis com a fé Católica.

A vida moral é condição necessária para a salvação; embora muitos possam se salvar na ignorância invencível, através da busca sincera da verdade e da vivência da lei natural, existe também um tipo de ignorância que é culposa, quando não se procura suficientemente a verdade e o bem (Catecismo da Igreja Católica, 1790-1791)
A vida moral é condição necessária para a plena realização humana e a justa ordem social (se a Lei Divina fosse observada, não haveria homicídios voluntários, roubos, assaltos, estupros, drogas, corrupção, adultérios, abortos, invasões de terras, governos totalitários, nacionalismos desordenados, etc.).

Pouco se ama o que pouco se conhece, muito se ama o que muito se conhece. Conhecendo a doutrina Católica, mais se ama a Deus, as Suas Obras e a Sua Santa Igreja, mais se deseja realizar a Sua Vontade, mais se deseja o Céu.
É impossível realizar um apostolado eficaz e dialogar com quem pensa diferente, sem conhecer a doutrina Católica. Já dizia São Josemaria Escrivá: "Para o apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração".
Já dizia Nosso Senhor Jesus Cristo: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará." (Jo 8, 32)
Em tudo isso vemos que não basta, então, ter uma vida espiritual; é preciso também o conhecimento de um conjunto de verdades necessárias para dar a direção adequada a esta vida espiritual.
É como um barco à vela: não basta que ele se mova, mas é preciso se mover para a direção certa.
Para combater, portanto, um relativismo doutrinal "O politicamente correto" que muitas vezes é ensinado, em 1992 o saudoso Papa João Paulo II determinou a publicação do "Catecismo da Igreja Católica", contendo um resumo oficial da doutrina católica. Pela sede que o ser humano naturalmente tem de conhecer a Deus e Sua Verdade, o Catecismo tem se difundido cada vez mais. Mas infelizmente, muitos católicos ainda não têm contato com ele.
Muitos falam da necessidade de conhecer-se a Bíblia, mas ignoram o fato que a Bíblia NÃO contém toda a Verdade Revelada por Deus (há ainda a Tradição Apostólica), e só pode ser autenticamente interpretada pelo Sagrado Magistério da Igreja, que nos transmite a Escritura (a Bíblia) e a Tradição. Diz o Concilio Vaticano II: "O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo." (Dei Verbum, n. 10)
Sem a autoridade do Magistério, portanto, a Bíblia como temos hoje nem existiria, pois foi o próprio Magistério quem definiu os livros que deveriam fazer parte da Sagrada Escritura (os chamados "canônicos") e quais não deveriam (os chamados "apócrifos"), no pontificado do Papa São Dâmaso, próximo ao Concílio de Éfeso (século IV). A Bíblia sem o Magistério da Igreja é perigosa, pois pode levar à interpretações equivocadas e com péssimas conseqüências em todos os sentidos.
Assim, é fundamental que cada católico tenha à mão um Catecismo, tanto para um estudo sistemático, como para ser fonte de consulta quando houver necessidade.
O Catecismo pode ser encontrado, em geral, nas livrarias católicas, tanto em sua versão completa como na sua versão em compêndio (na forma de perguntas e respostas).
Sede um verdadeiro CATÓLICO!!!!!!!


História da Igreja

"Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. (...) A religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à proteção legítima dos magistrados. Então o sacerdócio e o império estavam ligados em si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer." (Papa Leão XIII. Encíclica Immortale Dei, de 1885, 28)


A colonização e evangelização da América

O Papa Bento XVI no seu discurso de abertura do V CELAM falou da importância da evangelização da América Latina que começou com Cristóvão Colombo em 12 de outubro de 1492. Cristóvão Colombo, que era católico, pediu a Nossa Senhora em seu altar na Catedral de Sevilha na Espanha, a graça de conseguir as três Caravelas que precisava para a viagem às Índias, navegando pelo Ocidente, inspirado nos conhecimentos do genovês Marco Pólo. Era uma cartada muito difícil.
Colombo já tinha recebido um “não” dos reis de Portugal e também da Espanha. Mas depois desta prece a Nossa Senhora, ele conseguiu com os reis católicos da Espanha, Fernando e Isabel, os recursos para fazer a grande viagem que deu início ao começo da nossa história. Os reis católicos tinham acabado de vencer os muçulmanos em Granada.
Não foi à toda que Colombo deu o nome à sua Nau Capitânea de “Santa Maria”. As outras, Pinta e Nina. Assim, sob a proteção de Nossa Senhora, e guiada por ela, a nau de Colombo, a Santa Maria tocava pela primeira vez o solo americano em 12 de outubro de 1492. Maria veio na frente. Graças a Deus. Todos nós latino americanos temos esta grande dívida para com Deus e com Nossa Senhora. Não fosse isso, esta América Latina não seria o maior Continente católico do mundo; e, como disse João Paulo II e Bento XVI, o “Continente da esperança”.
Os índios astecas e maias que aqui viviam eram sanguinários e ofereciam milhares de jovens em sacrifícios cruéis a seus “deuses”, rapazes e moças virgens, numa carnificina horrível que acontecia nas pirâmides dos “deuses”. Graças à evangelização dos espanhóis e dos missionários que com eles vieram, esta prática bárbara foi vencida. Após as aparições de Nossa Senhora de Guadalupe ao índio já então convertido, hoje São Juan Diego, os missionários espanhóis conseguiram, então, batizar mais de sete milhões de indígenas, e livrá-los da barbárie.
Muito ao contrário do que dizem as más línguas, não foi um processo violento e destruidor, foi a maior libertação que esses povos nativos, bárbaros e sanguinários poderiam receber. Os reis da Espanha e Portugal eram verdadeiramente católicos e queriam obedecer o Evangelho de Cristo que manda: “Ide a todos os povos, pregai o Evangelho a todas as nações, ensinando-as a observar tudo o que eu vos prescrevi” (cf.Mt 28,20; Mc 16,14). É duro ter que dizer que os reis católicos de então eram mais evangelizadores do que muitos falsos missionários que temos hoje.
Lamentavelmente esses fatos são encobertos pela imprensa, que novamente criticaram o Papa Bento XVI por ele ter dito essas palavras:
"O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha".
“Para os povos pré-colombianos, a evangelização significou conhecer e acolher a Cristo, o Deus desconhecido que seus antepassados, sem sabê-lo, procuravam em suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que desejavam silenciosamente".
"Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que os fez filhos de Deus por adoção; ter recebido, além disso, o Espírito Santo que veio a fecundar suas culturas, as purificando e desenvolvendo os numerosos germens e sementes que o Verbo encarnado tinha posto nelas, as orientando assim pelos caminhos do Evangelho".
"A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, a não ser um retrocesso. Em realidade seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado". O Papa tem toda razão.